quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

OS INCAUTOS



Gosto de escrever geralmente sobre temas de evolução e reforma íntima e que sejam baseados nas minhas experiências pessoais.
Hoje falarei sobre mais uma experiência que presenciei, porém, em tom crítico e com sinal de dúvidas há determinados pontos que vou relatar.

Primeiramente vamos reunir informações para entendermos mais o assunto.
Incauto é aquele que não tem cautela, descuidado, imprudente, destituído de malícia, crédulo, ingênuo.
Fluido vital é um fluído meio grosseiro e encontrado apenas nos seres orgânicos, e é responsável pela animalização da matéria nos seres vivos.
Espíritos obsessores, vampirizadores energéticos, espíritos trevosos, quiumbas, enfim; são seres sugadores de fluído vital.
Velas são elementos para ativar e enviar a alguém ou a si mesmo, energias vibratórias positivas através da oração e da intenção pelos pensamentos, alguns usam as velas também para manipular energias negativas.

Quando falamos de despacho de descarrego ou ebó, entendemos que o alguidar com os elementos é um recipiente que segura energias negativas da pessoa que foi tratada espiritualmente dos males que tinha.
Parte desta energia é direcionada aos seus lugares de merecimento durante a limpeza, mas parte dela fica neste recipiente que leva o descarrego, pois não pode ser simplesmente dissipada no universo e de certa forma deve existir em nosso padrão vibratório, inclusive para haver equilíbrio energético.
E junto ao recipiente, outros elementos são deixados: O marafo, o maço de cigarros e até mesmo notas de dinheiro (moeda corrente). Estes se tornam a isca ao incauto que ao retirar um destes elementos é fisgado pela energia retida ali.
O incauto é o novo doador de fluido vital para algumas forças que ali estão ligadas continuarem sendo alimentadas, até que se esgote o seu mental e o leve a morte prematura por alguma doença, ou mesmo ao suicídio, ou até que o incauto consiga de alguma forma se livrar desta ligação energética.
Falei de um caso muito comum e que ocorre constantemente.

Há cerca de trinta anos atrás em trabalho de quimbanda para cortar magia negativa direcionada a uma mulher, presenciei uma galinha ser ressuscitada após mais de uma hora de sua morte, ela pulou e saiu correndo porta afora quando o quiumba recebeu ordens para pegar o que lhe pertencia e ir embora dali.
Enfim, não convém e não é o momento de contar detalhes desse fenômeno, estou dando exemplos de desligamento de energias e como são transportadas para recipientes até que o incauto as adquira para continuar a absorção de fluido vital.
Neste caso, a galinha foi o recipiente e o incauto, pois reteve nela a energia negativa e por possuir fluido vital se torna a doadora da zona trevosa.

Pergunto aos leitores: Crianças de dois a dez anos são incautos?
Eu tenho certeza disso. São ingênuas e desprovidos de malicia, por isso muitos terreiros não deixam que participem de determinados trabalhos.

Presenciei esses dias uma gira de baianos em que a baiana incorporada em sua médium foi fazer um tratamento de saúde à distância para determinado homem.
A baiana solicitou três crianças da assistência para o trabalho; para elas representarem Cosme, Damião e Doum. Pediu as crianças que segurassem ao mesmo tempo a camisa do homem doente que fora levada ao terreiro.
Enquanto fazia seus movimentos energéticos, a baiana cantava pontos de Cosme, Damião e Doum em intenção ao homem.
Assim, após os procedimentos terminados, cada criança saiu dali com uma vela branca que a baiana os deu, com a instrução de que naquela mesma noite antes de dormirem, acendessem a vela e fizessem a oração do pai nosso em intenção ao Senhor adoentado.

Uma criança com nove anos até acende a vela, mas com seis ou com dois anos não. Com dois anos nem fará a oração, com seis talvez. Mas, o pai ou a mãe poderiam auxiliar para acender a vela e orar, ativando a energia preparada pela baiana.

Pela lógica e pelas informações que relacionamos no início do texto, a criança é ingênua e sem malicia, ou seja, o incauto.
A camisa é o recipiente coletor e condutor das energias negativas ligadas ao homem e foi oferecida as crianças para que segurassem e assim se ligarem as energias.
Ao acenderem a vela e orar ao homem, simplesmente se tornam doadoras de fluido vital para as energias que consumiam o homem.

Certo ou errado Leitor?
Porque não fazer um ebó ao homem doente?
Ou trabalhar na corrente de Obaluaê para cura do mesmo?

No meu ponto de vista foi um trabalho de má fé efetuado por pessoa conhecedora da manipulação energética.
O Sacerdote Mor talvez tenha outro discernimento sobre o assunto, ou talvez nenhum, ou pode ter feito vista grossa. Assim como Pais e Mães pequenos, cambones e guias chefes que estavam em atendimento. 
Irmão leitor. Me chamem no whatsapp pelo contato no final da página.
Me tragam outros ensinamentos, outros esclarecimentos, suas opiniões sobre esse trabalho em que a baiana utilizou-se das crianças.
Seja você sacerdote, médium, cambone ou simpatizante. Não importa. Me de seu ponto de vista, pois preciso ter outra visão sobre o assunto para tirar essa impressão negativa que formei.
Axé a todos
  

Hélio DoganelliFilho ( Pai Hélinho de Oxalá )
Dirigente Espiritual do Centro de Estudos Religiosos e Espirituais João de Angola
Poeta e Escritor Umbandista / Artista Plástico e Escultor Religioso

Texto publicado na Revista do Leitor Umbandista / Edição 04 - Setembro/2018
Baixe a revista gratuitamente no site - http:// www.umbandavale.com.br

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