Gosto de escrever
geralmente sobre temas de evolução e reforma íntima e que sejam baseados nas
minhas experiências pessoais.
Hoje falarei sobre
mais uma experiência que presenciei, porém, em tom crítico e com sinal de dúvidas
há determinados pontos que vou relatar.
Primeiramente
vamos reunir informações para entendermos mais o assunto.
Incauto é aquele
que não tem cautela, descuidado, imprudente, destituído de malícia, crédulo,
ingênuo.
Fluido vital é um
fluído meio grosseiro e encontrado apenas nos seres orgânicos, e é responsável
pela animalização da matéria nos seres vivos.
Espíritos
obsessores, vampirizadores energéticos, espíritos trevosos, quiumbas, enfim;
são seres sugadores de fluído vital.
Velas são
elementos para ativar e enviar a alguém ou a si mesmo, energias vibratórias positivas
através da oração e da intenção pelos pensamentos, alguns usam as velas também
para manipular energias negativas.
Quando falamos de despacho
de descarrego ou ebó, entendemos que o alguidar com os elementos é um recipiente
que segura energias negativas da pessoa que foi tratada espiritualmente dos
males que tinha.
Parte desta
energia é direcionada aos seus lugares de merecimento durante a limpeza, mas
parte dela fica neste recipiente que leva o descarrego, pois não pode ser
simplesmente dissipada no universo e de certa forma deve existir em nosso
padrão vibratório, inclusive para haver equilíbrio energético.
E junto ao recipiente,
outros elementos são deixados: O marafo, o maço de cigarros e até mesmo notas
de dinheiro (moeda corrente). Estes se tornam a isca ao incauto que ao retirar um
destes elementos é fisgado pela energia retida ali.
O incauto é o novo
doador de fluido vital para algumas forças que ali estão ligadas continuarem
sendo alimentadas, até que se esgote o seu mental e o leve a morte prematura
por alguma doença, ou mesmo ao suicídio, ou até que o incauto consiga de alguma
forma se livrar desta ligação energética.
Falei de um caso
muito comum e que ocorre constantemente.
Há cerca de trinta
anos atrás em trabalho de quimbanda para cortar magia negativa direcionada a
uma mulher, presenciei uma galinha ser ressuscitada após mais de uma hora de
sua morte, ela pulou e saiu correndo porta afora quando o quiumba recebeu
ordens para pegar o que lhe pertencia e ir embora dali.
Enfim, não convém
e não é o momento de contar detalhes desse fenômeno, estou dando exemplos de
desligamento de energias e como são transportadas para recipientes até que o
incauto as adquira para continuar a absorção de fluido vital.
Neste caso, a
galinha foi o recipiente e o incauto, pois reteve nela a energia negativa e por
possuir fluido vital se torna a doadora da zona trevosa.
Pergunto aos leitores:
Crianças de dois a dez anos são incautos?
Eu tenho certeza
disso. São ingênuas e desprovidos de malicia, por isso muitos terreiros não
deixam que participem de determinados trabalhos.
Presenciei esses
dias uma gira de baianos em que a baiana incorporada em sua médium foi fazer um
tratamento de saúde à distância para determinado homem.
A baiana solicitou
três crianças da assistência para o trabalho; para elas representarem Cosme,
Damião e Doum. Pediu as crianças que segurassem ao mesmo tempo a camisa do
homem doente que fora levada ao terreiro.
Enquanto fazia
seus movimentos energéticos, a baiana cantava pontos de Cosme, Damião e Doum em
intenção ao homem.
Assim, após os
procedimentos terminados, cada criança saiu dali com uma vela branca que a
baiana os deu, com a instrução de que naquela mesma noite antes de dormirem,
acendessem a vela e fizessem a oração do pai nosso em intenção ao Senhor adoentado.
Uma criança com nove
anos até acende a vela, mas com seis ou com dois anos não. Com dois anos nem
fará a oração, com seis talvez. Mas, o pai ou a mãe poderiam auxiliar para
acender a vela e orar, ativando a energia preparada pela baiana.
Pela lógica e pelas
informações que relacionamos no início do texto, a criança é ingênua e sem
malicia, ou seja, o incauto.
A camisa é o recipiente
coletor e condutor das energias negativas ligadas ao homem e foi oferecida as
crianças para que segurassem e assim se ligarem as energias.
Ao acenderem a
vela e orar ao homem, simplesmente se tornam doadoras de fluido vital para as energias
que consumiam o homem.
Certo ou errado
Leitor?
Porque não fazer
um ebó ao homem doente?
Ou trabalhar na
corrente de Obaluaê para cura do mesmo?
No meu ponto de
vista foi um trabalho de má fé efetuado por pessoa conhecedora da manipulação energética.
O Sacerdote Mor
talvez tenha outro discernimento sobre o assunto, ou talvez nenhum, ou pode ter
feito vista grossa. Assim como Pais e Mães pequenos, cambones e guias chefes que
estavam em atendimento.
Irmão leitor. Me chamem
no whatsapp pelo contato no final da página.
Me tragam outros
ensinamentos, outros esclarecimentos, suas opiniões sobre esse trabalho em que
a baiana utilizou-se das crianças.
Seja você
sacerdote, médium, cambone ou simpatizante. Não importa. Me de seu ponto de
vista, pois preciso ter outra visão sobre o assunto para tirar essa impressão
negativa que formei.
Axé a todos
Hélio
DoganelliFilho ( Pai Hélinho de Oxalá )
Dirigente
Espiritual do Centro de Estudos
Religiosos e Espirituais João de Angola
Poeta e Escritor
Umbandista / Artista Plástico e
Escultor Religioso
Texto publicado na Revista do Leitor Umbandista / Edição 04 - Setembro/2018
Baixe a revista gratuitamente no site - http:// www.umbandavale.com.br

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